sexta-feira, 13 de novembro de 2015

AOS MEUS FILHOS


Meus filhos não nasceram. Mas viveram.
E ainda são reais, de tal maneira,
Que foram pequeninos e cresceram
Nos meus sonhos... duma vida inteira!

Mudam de feição, constantemente, 
Como se não fossem o que são.
Mas eles me abraçam docemente, 
E eu lhes sinto bater o coração.

Agora tenho netos. Tão meiguinhos!
Que falam comigo e dão carinhos
E também me chamam  avozinha.

Assim sonhando, não quero acordar.
É triste ser feliz só a sonhar...
E estar , na verdade, tão sozinha!...

( De " Palavras de silêncio" de Mariana Meireles)

sábado, 24 de outubro de 2015

DIA DE ANOS

Foi numa madrugada deste dia
 4 de Setembro...que eu nasci.
 No seio da planície. Que alegria!
 Não posso explicar, mas eu senti...


E foi aquela casa, a Casa Branca,
Que foi palco dessa maravilha.
 O fruto dum amor fez-se criança, 
E ambos me chamaram:- Minha filha!


Então , toda a família, com carinho,
 Me foi visitar ao meu bercinho,
 Onde dormia um sono descansado...


Por este dom da vida que me deste,
 Pelo lar feliz que me ofereceste,
 Senhor, mais uma vez- Muito Obrigado!

De: PALAVRAS DE SILÊNCIO DE MARIANA MEIRELES

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

QUEM?


QUEM não ambicionou o impossível?
Quem não ergueu no ar os seus castelos? 
Quem não acalentou sonhos e desvelos?
Quem não quis o que é inatingível?

Quem não se iludiu numa afeição?
Quem não se embalou em vã quimera?
Quem não acreditou no que não era?
Quem não correu atrás duma ilusão?

Quem não se sentiu senhor da sua vida?
Quem não acreditou na falsidade?
Quem não se enganou com a verdade?
Quem não julgou subir numa descida?

Quem não teve umas asas cor de arminho?
Quem não voou nelas como o vento?
Quem não as largou ao pensamento?
E quem não as perdeu pelo caminho?

De" PALAVRAS DE SILÊNCIO" DE MARIANA MEIRELES

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O TEMPO



O tempo não tem dono. é de ninguém.
 Mas em todos deixa seus sinais.
 São marcas infalíveis que ele tem, 
E, a uns oferece menos,a outros mais!


Quem vive a pensar só no passado,
 Nem sente o presente que ficou.
 E, de repente, fica admirado...
Olhando o que o tempo lhe deixou!


Mas ele não acaba. Vai andando...
 A minha vida, a tua, vai levando
 E continua sempre, sempre assim!...


E nós vamos com ele, sem querer,
 Até onde nos leva, sem saber 
Aonde cada um tem o seu fim!...

De :" Palavras de silêncio" de Mariana Meireles

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

COMO AS FLORES...


A bela açucena do canteiro, 
Sinal de pureza imaculada,
 perde a sua graça e o seu cheiro
 Quando, pelo vento, é maltratada.


Também a rosa mais perfeita,
 Se for fustigada, fortemente, 
Começa por murchar. Fica desfeita.
 E desaparece simplesmente...


Tudo o que sucede com as flores
 sucede connosco, em nossas dores,
 Sofridas de ilusões e desenganos...


Assim, há quem ande por aí,
 Mostrando ser feliz, vivendo aqui..
.Mas tendo morrido...há tantos anos!...

De: " PALAVRAS DE SILÊNCIO" DE Mariana Meireles

domingo, 13 de setembro de 2015

SE...


" Mas se tu gostas de quem não se interessa por ti, não sigas uma sombra que fugirá com o vento.
 Se ainda amas quem já não te ama, não morras de sede junto duma fonte silenciosa.
 Se, pelo contrário, amas quem não merece o teu amor, não acendas um candelabro de ouro diante dum ídolo de papelão.(...)
Se choras por morto que ainda vive, apaga a paixão com a fadiga e com o trabalho e não punjas mais com os espinhos das recordações...
Não maldigas o amor só porque o teu não foi abençoado.
Não negues o direito de amar só porque o teu coração emudeceu."

(Saber Amar, de Nino Salvaneschi)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

VEM!


Não sei dizer-te com quanta alegria bendigo este momento tão esperado, em que a tua vida se une à minha e o meu destino se faz teu.

VEM! Não percas tempo a olhar à tua volta. Bastamo-nos os dois para que o nosso sonho se converta em realidade. Só nós contamos para que a mais bela lenda do mundo viva em nossos corações. Soltarei as velas ao sol, cantando o teu amor, e, à proa, içarei a bandeira que leva o teu nome.

VEM! Não temas.(...) E, se um dia me assaltar o cansaço, bastar-me-á olhar-te nos olhos para me sentir mais forte.(...)

VEM! Não me faças esperar mais:são horas. Desceremos juntos, à sombra da nossa vela nupcial, o grande rio do tempo(...)

( SABER AMAR de Nino Salvaneschi)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O B R I G A D O

" OBRIGADO  por tudo quanto vi, escutei, recebi.
OBRIGADO pela água que me despertou, pelo sabonete perfumado, pela pasta dentífrica refrescante.
OBRIGADO pela roupa que me veste...
OBRIGADO  pelo jornal...
OBRIGADO pelo camião do lixo e pelos homens que o acompanham, pelos gritos que soltam de manhã, pelos ruídos da rua que acorda.
OBRIGADO pelo meu trabalho...
OBRIGADO  pela rua acolhedora que recebeu os meus passos...
OBRIGADO pela comida que me sustentou...
OBRIGADO pela motocicleta que docilmente me levou onde eu queria...
OBRIGADO pelos bons-dias que me desejaram, 
OBRIGADO pela mãe que em casa me acolhe...
OBRIGADO pelo tecto que me abriga, pela luz que me ilumina...
OBRIGADO pela noite serena
                      Pelas estrelas
                      Pelo silêncio...
MUITO OBRIGADO ".  
(De POEMAS PARA REZAR)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

SABER AMAR

" SABER AMAR  significa ter curiosidade de ti e das coisas que ainda ignoro; interessar-me pela tua vida de cada dia, de cada hora, pelas simpatias que te atraem, pelos trabalhos que te ocupam (...)

SABER AMAR significa pensar sempre em ti, crer em ti, trabalhar por ti, esperar contigo, velar junto de ti, viver de ti. E assim aplanar-te o caminho para que passes cantando; fazer calar o meu coração para que ouças somente o teu; morrer dentro de mim para melhor renascer em ti.(...) A Sabedoria do mundo está em saber amar".
(Nino Salvaneschi)

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

" NÓS OS DOIS"

"Tu és o sonho em que eu caminho.
 Tu és a fonte onde mato a sede.
 Tu és a palmeira a cuja sombra descanso.
 Tu és a chama com que me aqueço. 
 Tu és a esperança que alivia a minha fadiga. 
 Tu és o espelho em que me contemplo. 
 Tu és o coração em que me vejo.
 Tu és a certeza da alma irmã.
 Tu és o refúgio das horas amargas.
 Tu és a jóia das horas alegres.
 Tu és a pérola do meu destino.
 Tu és a vela com que procuro novos horizonte, além do  mar.
 Tu és asa com que busco novos céus.
 E acima de ti, não há senão a luz de Deus."

(Nino Salvaneschi)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

NO CAIS...

ESTE PARTE,AQUELE PARTE E TODOS, TODOS SE VÃO...Estes são os primeiros versos duma canção. Todo o dia os tenho cantado na memória: também fui daqueles que partem ao encontro de outro destino.
 E lá me vem à lembrança, mais uma vez, aquela tarde...a hora de transpor a porta de casa. 
Partia e ali ficava o meu quarto,a cama onde me refugiava, a secretária onde, sentada, tentava passar as longas horas do dia ou da noite e  as do fim de semana. E também a floreira com uma estatueta em cima, a cadeira, a mesa de cabeceira...Eram estes os meus móveis que ficavam para trás e para sempre. Mas o que mais me dói,ainda hoje, foi ter deixado o meu gato Manipanzo. Nem me lembrei dele na despedida. Ninguém reparou que ele ficava para trás.
 Nem me recordo de ter olhado pela última vez as ruas que percorria, os cantos conhecidos, os lugares de recordações. Não via, não sentia, não chorava. Toda a minha capacidade ia concentrada naquela viagem, naquele partir que se iniciava à porta de casa e que se ia prolongar no barco que me levaria dum cais escaqueirado da minha vida para um porto desconhecido do meu futuro. E hoje, o coração ainda me dói e ainda se confrange quando evoco essa hora que mais ninguém pressentiu senão eu. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

PASSAGEM

Já andei uma boa parte do caminho.As marcas da caminhada são-me devolvidas pelo espelho quando nele contemplo o meu rosto, um rosto riscado de rugas e onde o olhar perdeu o brilho e os olhos,o encanto. Por cima, a emoldurar o quadro, estão os cabelos grisalhos e sem graça, que eu ,às vezes ,prendo com ganchos e outras vezes deixo-os ao acaso, tentando encontrar a graça despretensiosa com que os usava na minha vida de juventude.
 O tempo passou demasiado depressa: passou o tempo da vida activa na sociedade, passou o tempo de ter filhos ; passou o tempo de criar os netos, passou o tempo das iniciativa arrojadas, de passear, de viajar, de empreender... Já é tudo muito pesado e medido, considerado e avaliado, antes de cada empreendimento. E alguns nem chegam a concretizar-se.
 A vida alterou-se, é preciso que se diga. É necessário assumi-lo. Mas também é preciso continuar a viver na medida das possibilidades.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

OUTONO

O Outono do calendário parece definitivamente instalado, já que o outono da vida há muito que mora nos meus dias! 
Dias longos , de tempo morto, e fluindo tão exasperante e  lento que , por vezes, parece parado. Por um lado,sinto a vertigem dos dias,  mas por outro estou como que estagnada nesta etapa da minha vida : o coração não responde aos apelos, a mente não se concentra persistentemente em nada. Só vejo o rio da vida a deslizar e eu , na margem, sem querer partir ,mas também sem querer ficar!Se olho para trás ponho em causa muito do que vivi; se olho para o futuro, a margem é tão curta que nem ouso fazer projectos.E o presente é tão sem sal, tão sem cor! Onde irei buscar razões de viver?
Provavelmente é apenas uma fase, um troço de caminho que estou agora a percorrer. Tenho esperança de que ainda venha a descobrir motivos para me entusiasmar e sorrir. De que ainda veja nascer outros dias e manhãs carregados de apelos e de sonhos! É preciso saber esperar sem perder a calma nem o Norte.É preciso fazer o coração acreditar em que a vida ainda  não acabou, nem acabará, e que cada dia que nasce é uma oportunidade de crescer para ser melhor!

domingo, 12 de julho de 2015

ESCREVO...PORQUÊ?



A GIESTA QUE VEIO DE  LEIRIA
Em primeiro lugar escrevo porque gosto,
porque é para mim a melhor forma de expressão,
 porque me revejo no que escrevo,
porque escrever me completa,
porque melhor me compreendo,
porque gosto de mim,
porque presto homenagem ao que fui e ao que sou, 
porque quero dar aos outros o conhecimento possível do que vivo e do que já vivi,
 porque dou valor ao meu passado,
porque quero fazer desse passado um testemunho de vida,
porque, ao partir, quero deixar a minha vida como testamento de amor!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

DOMINGO DE RAMOS

O dia cobriu-se com um manto diáfano de neblina. As folhas estão quietas e verdes. O vento foi embora e só se ouve, ao longe, o motor  duma máquina de ordenha.Há porém uma lembrança que todo o dia tem gritado alto como que para me acordar: faz hoje quatro anos que me despedi dela, naquele lar para onde a levaram contra a sua vontade.Nesse Domingo de Ramos fui até lá, para aquele que seria o último encontro nesta terra e nesta existência.
 Ainda ouço os seus gritos e soluços quando a abracei para me vir embora. Foi um momento de dor e de drama,  mas nada se podia fazer. Deixei-lhe o xailinho de lã que a fizera sorrir e encantar-se à minha chegada. Depois ,só houve lugar para o pranto...
 Um mês depois, ela partia para a sua eternidade e eu já não estava fisicamente perto dela...
 A minha vida vai assim, sendo marcada pelas despedidas dos que vejo partir adiante. E conquanto saiba que estão todos logo ali mais adiante, às vezes assalta-me a nostalgia dos seus sorrisos, dos seus dizeres, dos seus actos! Já vi partir tantos seres amados! E sabe Deus quantos terei ainda de ver partir até chegar a hora de alçar o voo da minha liberdade e voar também para a plenitude dos horizontes e das lonjuras!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A VIDA

A vida é o dia de hoje
A vida é ai que mal soa
A vida é sombra que foge
A vida é nuvem que voa

A vida é sonho tão leve 
que se desfaz como a neve
e como o fumo se esvai...

A vida dura um momento
Mais leve que o pensamento
A vida leva-a o vento
A vida é folha que cai...(João de Deus)

terça-feira, 30 de junho de 2015

EM CONTRA-MÃO

Não posso concentrar-me no que quer que seja, não concilio o sono, não me detenho em coisa nenhuma, mesmo com todo o tempo que agora me sobra! Vivo como que no ar, acompanhando, de forma atordoada, a vertigem dos dias e das noites. Para onde foi a calma que cobria a minha vida? E a serenidade com que aprendi a aceitar os fatos? « Se tens um problema não penses» é o conselho que Deus deu ao Neale e creio que também a mim!? Mas, mesmo não pensando, mesmo procurando apenas SER, não consigo paz nem tranquilidade! Será uma questão de tempo, apenas? Ou é antes a evidência de que ainda tenho muito que aprender e muito que suportar? E vejo ainda a sombra da minha velhice a crescer e a vir ao meu encontro, como que a avisar-me de que tudo tem um limite e um prazo. O fim anda por aqui perto e eu, em certos momentos , não tenho a certeza de estar preparada!... ( Será que alguém está?) Mas como sempre tenho feito, vou apelar à minha serenidade e ficar esperando tranquilamente cada dia que vier , na esperança de que ainda possa voltar a ver o sol brilhar!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O ciclo da vida

Daqui observas o alaranjado das nêsperas muito maduras que o vento fresco  balança nos ramos e, mais à frente, dispara o grito alegre, cor de fogo, das " marílias" , nascidas ao mesmo tempo num ramalhete  garrido, entre tufos de folhas verde negro. Do outro lado, a frescura dos malmequeres brancos, de olhos amarelos, dançando ao sabor do vento...
 É a vida nova, o ciclo eterno da vida, o devir inevitável da natureza generosa!
Mas, enquanto isto, és  apenas observadora, não te sentes parte da renovação, não sabes onde encontrar maneira de te reconhecer como pessoa renascida! Falta o apelo à mudança, à convicção de que é para mudar até  ao fim deste percurso. Parar é morrer! Parar é renegar o teu destino de peregrina, é deixar de criar a tua realidade, de procurar saber quem és. Portanto, apela á vida, às capacidades adquiridas e aos dons recebidos e com eles caminha com esperança e com a convicção de que nada termina e de que a vida é cheia dos mais belos e apelativos cambiantes!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

NASCEU UM GIRASSOL

O girassol por que esperavas abriu gloriosamente a sua corola amarela! Nasceu de tamanho médio mas de aspecto impecável.Provém , como já disseste, daquela sementinha esquecida que o hamster não comeu... Guardaste a sementinha e protegeste-a com desvelo até te surgir a ideia de a devolveres à terra do vaso. Foi assim que neste verão pudeste ter um girassol com que delicias o olhar e com quem te alegras, no amarelo vivo das suas pétalas. É a tua flor, obra  da tua expectativa e do teu desvelo. Nesta bonita flor revês o ratinho rosado e vivo, inteligente e comilão, que recebia nas patinhas as outras sementes , todas, que lhe davas e que , portanto, não chegaram a florir. Esta semente esquecida teve um destino diferente: teve a vida prolongada na flor que, dentro de si, trazia escondida.É o milagre da vida que se renova, que se transforma , ou se multiplica. O ratinho já morreu; a flor ficou a viver. E até parece que , ao olhá-la, ainda se pode ver a pelagem rosa- pérola do hamster e o seu olho vivo e redondo com que te olhava. Nada se perdeu. A vida desaparece aqui para surgir logo mais adiante. É preciso é saber encontrá-la. É preciso é saber vivê-la. Estás, portanto, reconhecida e encantada com o girassol que hoje nasceu!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

UMA TARDE DE MAIO

 QUERIDO DEUS - Finalmente decidi vir até aqui,pegar na caneta e deixar a mão ir traçando sobre o papel o panorama da minha alma. Predomina o cinzento, não há flores de alegria, nem regatos de esperança! A paisagem é árida e triste. O que foi que morreu em mim, meu Deus? Para onde foram as minhas certezas e expectativas , as minhas suaves alegrias e os meus sentimentos de confiança?
 Mesmo assim venho procurar-te e confio em que vais apaziguar esta agrura que agora me consome. Quero fazer amizade conTigo, quero correr  para ti, confiante e serena, em busca da tua luz e da tua paz. 
Por favor, aceita ser meu amigo e meu companheiro. Ajuda-me com a tua presença radiosa , conforta a minha alma e derrama sobre ela a luz e a paz! 
Neste dia de fim de maio, tento vencer a solidão que se abateu sobre a tarde, mas o pio triste dum passarinho é o que se distingue no silêncio das horas compridas. Está abafado dentro e fora do meu coração. Por favor, ajuda-me a saber esperar e acreditar em que melhores dias virão , sem o espectro das limitações e da falta de força que me começou a avassalar.
 Quero confiar de novo, quero fazer um apelo à vida e encontrar outra vez aquela paz tão doce que sempre advém da tua companhia. Dir-me-ás que está tudo aqui, dentro de mim, e que só depende do que eu decidir! Mas a capacidade de decidir é que desapareceu, e  a vontade própria é, exactamente , o que está faltando...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Na minha tenda, com Deus!

MEU BOM DEUS
Nesta tarde azul e fresca de primavera, venho saudar-Te e agradecer-Te, pois uma ondinha de optimismo  veio rolando de mansinho, até se espraiar na orla da minha vida. Desde aquele momento em que há dias conversei conTigo , tenho sentido a suavidade da tua presença e a doçura do teu amparo.Digamos que é um bom augúrio para retomar as nossas conversas neste novo caderno.Será que estes encontros ainda se estenderão por outros nove anos, como no caderno anterior? Daqui a nove anos terei setenta e sete. Como estarei eu? Só Tu podes saber...mas como sempre me dizes, não acrescentarei nada mais ao momento presente, pois ele já contém o suficiente para eu viver e ser feliz. Deixarei para Ti o que só a Ti compete.
Está uma bela tarde, de ventinho fresco, com o canto das aves e o céu completamente azul. Os dias começaram a crescer e com eles cresceram as horas que preencho a escrever-Te e a escutar-Te, ou a tratar das plantas e dos anexos, ou dos meus blogues, no computador... É assim, nesta tranquilidade, que espero atravessar o resto da primavera e o longo verão que se lhe seguirá. Mas Tu estás comigo e não me deixarás sozinha. Fico acompanhada e protegida, confiante e descontraída, porque tenho por companhia o meu  Deus!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A REVOLUÇÃO DO CORAÇÃO


Enquanto um pequeno número de pessoas se rodeia de objectos cada vez mais inúteis, consome os recursos de todos e inunda o mundo de detritos, desaparecem os  pirilampos  e as toupeiras, secam os campos e as florestas, envenenam-se os mares e os rios e morrem de doenças e de fome todos os que não estão em condições de participar no banquete. Se  assim é, que sentido tem falar dos nossos impulsos íntimos? Não será perder tempo, exercer uma forma de egoísmo actualmente inaceitável?( De " O Fogo e o Vento" de Susana Tamaro)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

CRESCER

« Estou a estudar para ser crescida».
Enquanto o comboio passava velozmente pelos contrafortes do Carso, voltei a pensar no poder ingénuo das suas palavras. Quantos de nós nunca são sequer tocados ao de leve por esse sábio propósito, e quantos, nesse estudo, se detêm satisfeitos nas primeiras letras, convencidos de que já sabem o alfabeto todo! E para quantas pessoas o saber se transforma numa caixa cada vez maior onde se fecham, ou num microscópio em que podem observar sempre o mesmo centímetro de vidro!
( De O FOGO E O VENTO  de Susana Tamaro)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

DUQUESA


Apesar de todas as doces lembranças, havia nuvens no teu coração: a Duquesa, tua gatinha  "tigrada", companheira durante dezassete anos, estava a morrer, estava a ir-se embora. Enquanto eras  o alvo dos carinhos, dos sorrisos e das atenções de todos, a tua Duquesa partia... Sabias no teu coração que ao regressar a casa a encontrarias já morta e fria, para ser enterrada. E assim aconteceu. Uma caixinha de cartão foi o que encontraste para a aconchegar com o seu cobertor de todos os dias. E lá foi ela para o seio da terra que agora a cobre e guarda. Em poucos dias virão os bichinhos tomar conta dela e talvez, quem sabe, na próxima Primavera a  nossa Duquesa possa aparecer, de novo, à luz do dia, naquela florzinha azul e rasteira, ou na ervinha verde e nova que vai despontar... Seja como for , eu sei e tu sabes também, que ela viverá!

sábado, 9 de maio de 2015

A MENINA QUE EU FUI

... A menina que eu fui, afinal não desapareceu. O que eu sou agora pouco tem a ver com ela porque a mantenho guardada e defendida bem no fundo do coração mas , ainda hoje, é nela que vou encontrando a minha identidade, a minha origem e as minhas razões de viver. Não deixei, não deixo, nem vou consentir que alguém, ou alguma coisa,  possam magoar, ou danificar o seu sorriso lindo e inocente. Ninguém vai apagar dos  seus olhos claros a luz e a esperança, nem arrancar das suas mãos de menina os planos de futuro. Esta menina será ela mesma para todo o sempre e farei dela também a minha referência, a minha pequena estrela, a minha fonte de inspiração e o meu lugar de descanso. É também por ela que procuro encontrar o caminho de "regresso a casa". Por isso, não quero nunca esquecer a menina que eu fui. Enquanto perdurar no tempo a minha modesta existência, sempre me lembrarei da criança que trago no coração como minha origem e fonte de doces lembranças.Ela é  a minha raiz, o meu princípio, a minha infância; é a inocência, a meiguice, a beleza pura, a confiança, a fragilidade e a promessa!
 Deixa, pois, que te pegue no meu colo, que te cubra com o meu carinho, que beba da tua frescura e  que me refresque nos teus verdes anos! O melhor será mesmo ficar assim contigo, para sempre, nesta harmonia do novo com o velho, nesta complementaridade do sonho com a experiência, da alegria com a dor, da confiança com a decepção.
Afinal são estes os fios com que se tece a existência e se constrói a sabedoria de viver!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Na ENCRUZILHADA...


Como sempre, a vida passa-me ao lado e deixa-me na margem a vê-la passar. Sinto-me só e o pior de tudo é que não tenho apelo para fazer seja o que for!. Parei nesta encruzilhada e não encontro forma de me decidir qual o caminho a escolher. Umas vezes anseio por que este tempo passe demasiado depressa para eu ver rapidamente o fim da minha linha. Noutros momentos acho que tudo vai de tal forma rápido que não vou ter tempo de me organizar! A minha vida virou paradoxo! Há também um certo cansaço a nascer no desencanto em que está a ficar a minha existência. E pergunto a mim mesma onde estará aquela pessoa que tinha remédio para tudo e que nos seus inesgotáveis recursos achava sempre a solução para todos os casos! Sinto-me só é a frase que mais cresce nos últimos dias. Só e sem projectos, pois cansei -me dos que já estavam construídos. Esta ponta final da vida tem de levar uma volta que eu ainda não descobri qual é. Tudo converge para um fim! Meia dúzia de anos já será muito tempo para o cenário actual. Onde e como estarei daqui a seis anos? Nem sequer imagino. O que sei é que já não pode haver planos a longo prazo, nem sequer a médio prazo! O futuro é logo mais ali à frente e o presente é tão sem sabor, tão cinzento, tão agreste! Que vou fazer?- Só  me ocorre uma ideia: deixar correr para ver o que acontece...E é isso que vou mesmo fazer!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

DIA DE ANIVERSÁRIO


Hoje foi dia do teu aniversário! Setenta e um anos pelas contas da vida aqui nesta Terra; pois na vida em que agora vives não se contam os dias nem os anos!
FELIZ ANIVERSÁRIO!- tantas vezes te disse eu ,enquanto aqui estiveste. Cada 5 de Abril que chegava, trazia uma manhã plena de esperança! Era dia de te chamar pelo nome, para te desejar muitos e bons anos de vida!
Hoje, não pelo telefone mas pelo poder do coração e da amizade que continua vivendo entre nós,venho repetir essa saudação desta vez com a plena certeza de que viverás muitos e longos anos plenos de venturas e luz! Agora não  podes não viver.Alcançaste a plenitude da vida! Que bom saber-te livre e liberta das dores e incapacidades físicas que aqui tinhas de carregar. Hoje é dia de festa no Céu!És tu a aniversariante. Os anjos cantam, Deus sorri e responde ao teu olhar feliz. Na terra, os corações que te amaram terão também tecido um lindo poema de saudade e de ternura. Não há distâncias! A eternidade é já ali!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

PRIMAVERA


«PRIMAVERA, 
tempo de flores,
 toda a terra é luz!
Canções , festas, sol, alegria! 
Almas vibrando em sinfonia!
 Primavera ,
 tempo de flores, 
toda a terra  é luz!
Amai,amai - diz o Evangelho.
 Primavera segue o conselho!
 Primavera tempo de flores,
 toda a terra é luz!»

segunda-feira, 23 de março de 2015

É DEZEMBRO...

A  noite caiu a meio da tarde. O cinzento negro do céu tudo cobriu e inundou. A chuva rala vai estalando no chão e nos vidros da janela. Não se vê nada sem a luz eléctrica ...Aproxima-se o dia de Natal! Não sei se quero que ele venha. Estou triste e abatida. Divorciei-me do encanto e da magia desta quadra. Só  me apetece estar calada e quieta. Simplesmente ficar parada olhando sem nada ver!
O trigo já nasceu, a ervilhaca também,mas não tenho apelo. Não há respostas. Só silêncio! No entanto, vou continuar a esperar que um ventinho fresco venha despertar meu coração e fazê-lo acreditar que nada ainda terminou, e que é tempo de viver. Vou chamar a minha força interior e nela encontrar motivos para que possa sorrir em mais um Natal! Em casa reina o silêncio salpicado pelo tic-  tac do relógio. Lá fora o vento sopra húmido e triste. Para lá da vidraça já só vejo as silhuetas das árvores. É tempo de calar, de pensar e de meditar. E também de acreditar em que amanhã o sol virá outra vez e, se calhar, trará outro ritmo,outro apelo com que vestir o novo dia! 

sexta-feira, 20 de março de 2015

ACERTOS E DESACERTOS

"É possível estar no sítio errado à hora  errada"? Eu acredito que é possível e que acontece com muitas pessoas. Há sempre aqueles para quem a vida não dá tréguas. As coisas nunca encaixam nem se completam. Não obstante as tentativas feitas e os sonhos sonhados, a realidade acaba por surgir com  toda a crueza e realismo.
 Porém, estar na hora certa, no sítio certo é o que acontece à maioria, só que como não causa problemas deixa de ter  história.
 A vida é feita destes acertos e desacertos. Só que para alguns estes são diários, contínuos, intermináveis; enquanto aqueles são quase inexistentes.Diz-se que é o destino. Mas também se diz que a vida é o resultado das nossas escolhas. E como saber o que é melhor na hora de escolher, ou de optar? Será que alguém sabe? Eu respondo por mim: acho que  se escolhi alguma coisa na vida foi um mero acaso acertar. Normalmente não me dei conta de estar a escolher ou a optar. As coisas foram acontecendo e eu fui conduzindo a vida conforme as circunstâncias o tornavam possível. Daí que , se calhar, há mesmo um destino para cada um!(?) Se calhar, cada um de nós ao vir ao mundo traz um projecto para executar. Não se tratará , portanto, de horas certas ,nem de lugares errados !(?) Acontece , simplesmente. A vida vai, assim, sendo feita de acertos e desacertos, de encontros e desencontros, de momentos felizes e de outros mais sombrios. Porque a vida é composta de tudo isto e uma vez que se está vivo estará cada um a assumir o que lhe cabe!

segunda-feira, 16 de março de 2015

JÁ NÃO ESTÁ A DAR...

Faz hoje, precisamente um mês que passei por aqui, por isto que eu pretendo considerar o meu diário mas que é visitado com grande irregularidade. A convicção que me animava para ir registando os meus estados de alma está muito atenuada e aquela mola que me fazia  correr a mão sobre as linhas do caderno como que se partiu. Não encontro nada que valha a pena escrever: o passado já foi todo visto e revisto; o presente está vazio e despido de interesse ...( ou sou eu que não o encontro?)
Já andei uma boa parte do meu caminho e as marcas da caminhada são-me devolvidas pelo espelho, quando nele contemplo o meu rosto : um mapa de rugas onde o olhar perdeu o brilho , e os olhos o encanto. Por cima, a emoldurar o quadro , estão os cabelos grisalhos e sem graça e  que eu ,às vezes, prendo com ganchos, e outras vezes deixo-o ao acaso tentando encontrar a graça despretensiosa com que os usava na minha vida de juventude. O tempo passou demasiado depressa. Passou o tempo da vida activa na  sociedade, passou o tempo de ter filhos, passou o tempo de criar os netos, passou o tempo das iniciativas arrojadas, de passear, de viajar, de empreender...
Já tudo é muito pesado e medido, considerado e avaliado, antes de cada empreendimento. E alguns nem chegam a concretizar-se. A vida alterou-se, é preciso que se diga, e é necessário assumi-lo. Mas também é necessário continuar a viver na medida das actuais possibilidades!

sábado, 14 de março de 2015

Numa 4ª feira de 2012


Cá estou eu tentando atravessar mais uma tarde longa como têm sido, de resto, todas as tardes de ultimamente.Ando com uma preocupação de encurtar o dia, mas , por outro lado, não posso deixar de me impressionar com a correria do tempo, a vertigem dos meses e das semanas, a rapidez dos dias e das horas. Sei que inexoravelmente caminho para o fim desta  existência aqui, deste modo e neste lugar. E conquanto me anime um pouco a ideia de mudança, não deixo também de ficar apreensiva pelo futuro, pelo desconhecido, pelo terminar duma missão que dura já há umas dezenas de anos. Já quase nada do que fui ainda persiste. Pouco restará da minha pessoa de quando nasci, a não ser a minha própria identidade que eu creio ser a única coisa que permanece para além do tempo. Os cabelos louros e dourados tornaram -se grisalhos, a minha carne rosada e tenra de menina é agora pálida e flácida e as agruras do tempo, o desgaste suportado e sofrido, as lágrimas choradas e os desgostos sentidos já se podem ler claramente no mapa das rugas que começaram a surgir.Tudo é sinal que a vida , como um rio, não cessa de deslizar na sua marcha inevitável. Que faço ainda aqui? Que tarefas faltarão ainda ao meu destino? Não sei responder. Sei apenas que  ainda aqui estou e que ,por isso, me resta viver da melhor forma que souber o que ainda me falta passar. Faço, portanto, um apelo à minha serenidade e à minha capacidade de aceitar o  presente e também o meu já curto futuro.

sexta-feira, 13 de março de 2015

OUTONO


O Outono do calendário parece definitivamente instalado, já que o outono da vida há muito que mora nos meus dias. Dias longos, de tempo morto, fluindo tão exasperadamente lento que , por vezes, parece parado. Por um lado sinto a vertigem dos dias, mas por outro estou como que estagnada nesta etapa da vida, em que o coração não responde aos apelos, nem a mente se concentra em nada. Só vejo o rio da vida a deslizar e eu ,na margem, sem querer partir, mas também sem querer ficar! Se olho para trás ponho em causa muito do que vivi, se me volto para o futuro a margem de tempo é tão curta que não ouso fazer projectos. E o presente está tão sem sal, tão sem cor!!! Onde irei eu então descobrir projectos novos que sejam portadores de novas iniciativas e desejos? O meu refúgio é o sono. Não quero acordar em cada manhã para que o dia seja menos comprido... Eu sei que não estou a ir por bons caminhos. A regra mestra não será nunca esta, mas sim procurar, e encontrar, o gosto de viver com as coisas que estão à minha volta, que me falam da vida e que são a própria vida. Tenho esperança em que  ainda tenho tempo para descobrir  motivos de me entusiasmar e sorrir, em que ainda verei   nascer outros dias e manhãs carregadas de apelos e de sonhos! É preciso saber esperar,esperar sem perder a calma nem o Norte. É preciso fazer o coração acreditar em que a vida não acabou, nem acabará, e que cada dia que nasce é uma nova oportunidade de crescer e de ser melhor!

terça-feira, 10 de março de 2015

CHUVA


Aí vai decorrendo a tarde de outro sábado... O dia tem deslizado lenta e silenciosamente para o entardecer. Estou esperando a chuva anunciada nas nuvens que começam a encastelar no azul desbotado do céu e que se deixam levar pela brisa fresca e intensa que vai soprando! Porque anseio tanto pela chuva? Porque um dia de chuva é sinónimo de sossego. As pessoas metem-se em casa e não há,como habitualmente, o péssimo odor das churrascadas. E a chuva rega os campos, revitaliza as laranjeiras sequiosas, faz abrir as últimas flores de verão, as retardadas, que chegam fora de tempo. A chuva tonifica os campos ressequidos pelos dias quentes do estio e ornamenta folhas e ramos com o seu manto de pérolas suspensas. Gosto da chuva! Chuva mansa e vertical que vai descendo numa toada dolente e serena, que apazigua, que faz pensar!...

sexta-feira, 6 de março de 2015

Tempo de Maio


...As sementes quase não germinaram, a chuva anda arredia e o monótono som do vento a varrer e a queimar o que ainda resiste. Está frio! Frio e tristeza neste tempo de Maio. É como a  travessia num deserto: dias sem cor, sem chuva ( tão precisa nesta época), dias iguais e longos, sem apelos nem alegria. As horas rolando, sem altos nem baixos, nesta monotonia cinzenta em que se tornou a minha vida...

terça-feira, 3 de março de 2015

Alguns sinais de PRIMAVERA!!!


Hoje está um dia pleno de sol e de aragem. É o tempo a vestir-se de primavera e a acenar com promessas de flores, de tardes soalheiras e longas...Eu estou aqui, como habitualmente, em frente da minha janela, tentando por-me de acordo com esta espécie de festa que está a começar. Mas o meu coração está calado, circunspecto, não responde aos apelos do sol nem ao canto da passarada...

domingo, 22 de fevereiro de 2015

VIDA


A minha vida, com altos e baixos, com luzes e sombras, acertos e desacertos, prazeres e dores tem sido feita, toda ela de acasos. Dizem que não há acasos...Se assim for, então algo, ou alguma força, têm determinado tudo o que me aconteceu... Vida única, irrepetível e exclusiva. Só eu a posso viver, só eu sou o agente responsável e o alvo do destino que me foi traçado. Todos os passos dados não foram grandes nem pequenos, foram à medida dos meus limites. Neles me fui sentindo realizada, neles procurei por todo o meu empenho e capacidade. Nunca consegui viver a meio termo . O meu investimento em tudo o que faço é de cem por cento: quando me alegro, quando me entristeço, quando me zango, quando me extasio é sempre na minha totalidade. Daí que a aferição que faço da minha vida é mais pela sua plenitude, singeleza e transparência; nunca pela dimensão objectiva do que os olhos possam ver e a mente avaliar.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

NA MINHA TENDA...


Acho que deixei de sentir, ou então o meu sentimento anda mais contido , ou oprimido, pela realidade.
 Começando pelo exterior, o dia cobriu-se com um manto diáfano de neblina. As folhas das árvores estão quietas e verdes. O vento foi embora, só se ouve o motor ao longe duma máquina de ordenha. De resto tudo se calou. Entretanto no interior há uma lembrança que todo o dia tem gritado alto...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Chegaram amigos!...

Encontrei-OS  ao longo do caminho! Hoje fazem parte da minha vida, pelo que me deram e  pelo que de mim lhes ofereci. Crescemos juntos e também juntos descobrimos novas estrelas e novos destinos.
Criamos laços que perduram para além da eternidade. Com os AMIGOS  não há separação , nem afastamento. Persistimos de mãos dadas, unidos pela esperança e pela confiança! A vida torna-se colorida e prometedora quando  ELES  se encontram e se completam!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

UM CONVIDADO ESPECIAL

Ficarás comigo todas as tardes! Sentar-me - ei à tua beira para escutar a Tua Palavra!Abrirei meu coração para guardar as tuas bênçãos! És o meu  Amigo, o meu sol, o meu aroma preferido! A tua presença me dá confiança e  afasta o meu temor. Deixa-me ficar assim...todos os dias da minha vida!

sábado, 24 de janeiro de 2015

NA MINHA TENDA

Obrigada, meu querido Deus, por seres meu Amigo!
Quero ficar assim, diante de Ti, no silêncio da tarde que vai caindo...E dar-Te graças sem fim, por seres o meu Deus!
Digo como Pedro: - Senhor, como é bom estarmos aqui!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A minha primeira visita

Meu  Deus, entra na minha tenda e fica comigo nesta tarde! 
Escuta o meu coração e acalenta a minha esperança!
 Contigo encontrei a alegria de viver! 
Deixa que eu segure a tua mão e me sinta assim amparada e protegida!
 Depois fala comigo, diz-me palavras de força , de coragem, de alento. 
Fala, que eu quero escutar-Te!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ANO NOVO -2015


É  a primeira vez, neste ano, que visito o meu blogue.
Acabo de entrar na minha" tenda virtual" para encetar uma nova caminhada. Sei qual o seu princípio, mas ignoro o seu fim!
 Só sei que na minha frente tenho um número indeterminado de páginas em branco que eu vou preencher com as horas que estiverem para vir,com os pensamentos que ainda estão por nascer, com as atitudes com que vou preencher os meus dias!
Á entrada da tenda, vou escrever, com letras grandes, a palavra ESPERANÇA!