domingo, 29 de abril de 2012

SE FOR PARA...( de um autor que esqueci)

«Se for para aquecer que seja o sol... Se for para enganar que seja o estômago... Se for para chorar que seja de alegria... Se for para roubar que seja um beijo... Se for para matar que seja a saudade... Se for para ter fome que seja de amor... Se for para perder que seja o medo.... Se for para ser feliz que seja para sempre!» ...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

MÁXIMAS

... Quando eu tinha quinze anos só me interessava pelo estudo; quando tinha trinta, comecei a minha vida; aos quarenta, era autoconfiante;aos cinquenta compreendia o meu lugar no vasto esquema das coisas; aos sessenta aprendi a não discutir; e agora aos setenta, posso fazer tudo aquilo que eu quiser sem arruinar a minha vida!... CONFÚCIO

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PRIMAVERA...

O teu ritmo de escrever abrandou. Deixas passar dias e dias sem que me venhas contar o teu viver ou apenas usufruir duma companhia. Estás sem ter que dizer a ninguém. O que sentes, nem o sabes confessar a ti própria! Esta Primavera que vai acabando de chegar ainda conseguiu acordar em ti apêlos e desejos de outros anos, é verdade! Mas acho que o teu corpo não responde, ou pelo menos não responde com o tal entusiasmo que tu conhecias...Há à tua volta um manto de verde novo; aqui e ali, explosões de frutos e flores...Só que o eco produzido em ti não se repete, não se repercute; a tua alma regista com meiguice o que observa, mas mantém-se quieta e silenciosa.Daqui podes olhar o alaranjado das nêsperas muito maduras que o vento fresco balança nos ramos,e, mais à frente, dispara o grito alegre, cor de fogo, das marílias nascidas ao mesmo tempo num ramalhete garrido entre tufos de folhas verde negro. Do outro lado, a frecura dos malmequeres brancos de olhos amarelos, dançando ao sabor do vento. É a vida nova, o ciclo eterno da vida, o devir inevitável da natureza generosa. Mas enquanto isto, sentes-te apenas observadora, não consegues operar a renovação, não sabes onde encontrar maneira de te reconhecer como pessoa renascida! Falta o apêlo à mudança, à convicção de que é para mudar até ao fim deste percurso. Parar é morrer! Parar é renegar o teu destino de peregrina, é deixar de criar a tua realidade, de procurar saber quem ÉS! Vamos, pois, apelar à vida, às capacidades aquiridas e aos dons recebidos e com eles coaminhar na esperança e com a convicção de que nada termina e de que a vida é cheia dos mais belos e apelativos cambiantes!

sábado, 21 de abril de 2012

UM INVENTÁRIO AFECTIVO

28 DE JUNHO /2011....15-30H.....3ªFEIRA....Diz-se em linguagem corrente que coisas são coisas e que não passam disso mesmo...Na verdade, assim é, de facto,mas só até certo ponto.Pois as coisas também podem "falar", evocar histórias vividas,acender no coração fogueiras de alegria, ou de desgosto, de dissabor ou de gratidão. Será , talvez, por isso que eu amo e guardo todas as coisas que posso, para que através delas eu experimente compor a minha história, variando a forma e o sentimento, já que a vida passada, essa, não se pode alterar.Assim continuo a guardar ciosamente: o candeeiro e o relógio de mesa da avó, o sapatinho azul, a bola verde e a transparente, as borboletas de porcelana, o bandolim, as fotografias, as roupinhas dos filhos,os caracóis do Marcelo, os cabelos sedosos do Tibério, os meus diários, as jarrinhas da bisavó Delfina, os castiçais de vidro, cartas escritas de diferentes lugares e por diferentes pessoas e em diferentes tempos...Enfim, são outros tantos livros abertos que deixam entrever lapsos , ou capítulos, do passado e que fazem luz sobre o tempo presente.Por detrás de cada coisa, ou palavra, está uma história ou recordação que me falam de afectos, de vida em família, de doação e de carinhos. São pedaços de história, de vidas que se conheceram e que se deram em gestos fraternos e confiantes.São uma forma, se calhar,única e possível de continuar no tempo aquilo que o próprio tempo já desfez.É o passado que revive e que vem assim completar o presente, temperando-o de velhos sabores, bordando-o com belas relíquias. E assim se vai escrevendo a vida no seu percurso através dos dias e dos anos.Umas vezes num ritmo demasiado lento, outras numa quase alucinação. Mas em qualquer dos casos é sempre da nossa vida que se trata!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Hoje não é de mágoas que te vou falar! No entanto, de alegrias também não!... Qualquer coisa de irremediável, sem recuperação e sem retorno é o que anda a pairar no meu espírito e no meu coração. Uma orfandade de mãe e de pai, um vazio de amparo, de não ter por quem chamar e de não ter a quem ir...Olhas à tua volta, sempre à volta e já só vês os seus lugares: a avó mais o avô, o pai , a mãe, o teu filho ,a amiga...Mas só vês o lugar. Quem o ocupava não está mais lá!Demasiado procuras uma recordação, um lugar , o som duma voz...Porque é só isto que ficou de todos os que privaram contigo, que te viram crescer...e viver! Não há já quem faça a memória do passado. Só tu podes rebuscar na tua lembrança uma palavra escutada e com ela, qual preciosidade perdida, procuras construir a ponte que te leve até ao tempo passado. -Uma fotografia antiga com uma família : _Quem seriam estas pessoas? Mas já não encontras quem te responda. E tu não sabes também.Há dias foi a foto daquela menina de outro tempo, cabelos compridos, laço de fita branco a segurar o penteado, gola branca, olhos claros...Ficaste a olhar! Instintivamente voltaste par o verso do retrato e por acaso ali esta a resposta: " A avó menina!" Foi para ti uma espécie de descoberta, de estremecimento, poder olhar aquela avó nos olhos, reconhecer a sua beleza de jovenzinha e senti-la tão perto que quase imaginavas os seus sonhos e brincadeiras de criança! Meu Deus, como a vida passa depressa! Como a gente nasce e renasce neste ritmo que não dá descanso, nem permanência!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

"CONHECE-TE A TI MESMO" (continuação)

E agora AQUILO EM QUE ACREDITO:acredito no bem, venha ele de onde vier, e na sua vitória; no projecto de salvação de Jesus de Nazaré; no supremo bem gerador de justiça. Acredito em que Vida é vida, que na vida não pode haver "morte", apenas transformação. Acredito em que a vida é para ser vivida sem descontinuidade, de céu em céu, de patamar em patamar. Acredito em que vim de Deus e volto para Deus, sempre que tomar um corpo físico e vier habitar com os homens.Acredito em que Deus e eu formamos um só; que Deus está em tudo( embora nem tudo seja Deus). Que Deus não pode " não estar"; que não pode " não amar", porque Ele é tudo em todos e porque é AMOR.Acredito em que me vou encontrar como s entes queridos depois da "morte" e que a morte é apenas uma passagem para outra forma de vida.Acredito em que Deus está sempre presente na minha caminhada mas que só usufruo dessa presença se dela tiver consciência.Acredito que o bem acabará por vencer o mal, que a dor dará lugar ao gozo, que a guerra será destruída pela PAZ e que não haverá mais luto, nem pranto, na terra assim renovada!
renovada!

"CONHECE-TE A TI MESMO"...

24/06/11..............17.55H.....6ª FEIRA " Conhece-te a ti mesmo"- é o fundamento filosófico que Sócrates preconizou algumas centenas de anos antes de Cristo. Mas é um ponto de partida que ainda hoje, nesta era da globalização e das relações humanas rápidas mas quase omnipresentes, continua actualíssimo e necessário. " Conhece-te a ti mesmo"- para o conseguir, também aquele filósofo deixou uma dica: Para te conheceres a ti mesmo tens de saber primeiro o que queres e aquilo em que acreditas. Portanto, e à partida,há dois pilares em que vai assentar o conhecimento de mim própria: O QUE QUERO_ quero que haja respeito acima de tudo pelos animais; quero que acabem já todas as formas de exploração dos animais. Não mais animais prisioneiros, não mais touradas, não mais os circos com cães ou cavalos amestrados, com leões e tigres enjaulados, não mais coelhos e pombas em cartolas de ilusionistas, não mais os belos cavalos condenados a uma vida de pista, em ambientes artificiais e poluídos. E também não mais matanças excusadas de tantos animais sacrificados não para matar a fome de alguém, mas sim para alimentar a gula de uns quantos!Não mais a chacina das focas bebés, não mais aos caçadores; nem mais um tiro que mata por mero prazer, que rouba a vida dos poucos animais selvagens que ainda escaparam até agora!O mesmo quero para a floresta, para todas as árvores e espaços verdes: respeito, carinho, veneração por estes jardins que a Terra criou para deleite daqueles que amam a Natureza.Não preciso sequer dizer que também quero repeito pelas pessoas, porque se a natureza for respeitada e amamda, o resto virá por acréscimo.Quero assim uma sociedade responsável, disciplinada, consciente, acolhedora, generosa,instruída, culta, mas simples, transperente, fraterna. Em que exista, de facto, uma autoridade bem formada,assente no poder/serviço, onde não seja preciso lei, mas que se for preciso ela seja acatada escrupulosamente por todos.Quero uma sociedade totalmente liberta da corrupção, da inveja, do despeito, da desconfiança.Uma sociedade que acolha e ame as suas crianças e os seus velhos;que preze a sabedoria dos anciãos e faça dela trampolim e equilíbrio para o seu saber. Que veja nos seus jovens os futuros homens e mulheres que por isso mesmo deverão ocupar um dos lugares importantes de cada comunidade em que se encontrem.

domingo, 1 de abril de 2012

DIA 10 DE MAIO/20011

TERÇA FEIRA ...17.50H ...Hoje não é de mágoas que te vou falar! No entanto, de alegrias também não!...Qualquer coisa de irremediável, sem recuperação e sem retorno é o que anda a pairar no meu espírito e no meu coração. Uma orfandade de mãe e de pai, um vazio de amparo, de ter por quem chamar e de ter a quem ir. Olhas à volta,sempre à volta, e ainda vês os seus lugares, a avó mais o avô, o pai e a mãe, o teu filho, a tua amiga... mas só vês o lugar. Quem o ocupava não está mais lá. Demasiado procuras uma recordação, um lugar, o som duma voz...porque é só isto que ficou de todos os que privaram contigo, que te viram crescer e...viver!Já não há quem faça a memória do passado. Só tu podes rebuscar na lembrança uma palavra escutada e com ela, qual preciosidade perdida, procuras construir a ponte que te leve até ao tempo passado. Uma fotografia antiga com uma família: quem seriam estas pessoas? Já não encontras quem te responda!E tu não sabes também!Há dias,porém, foi a foto daquela menina de outro tempo,cabelos compridos, laço de fita branca a segurar o penteado, gola também branca,olhos claros...Ficaste a olhar. Instintivamente voltaste para o verso da foto e , por acaso, ali estava a resposta: " a avó, menina"! Foi para ti uma espécie de descoberta, de estremecimento, poder olhar aquela avó nos olhos, reconhecer a sua beleza de jovenzinha e senti-la tão perto que quase imaginaste tambem os seus sonhos e brincadeiras de criança. Meu Deus, como a vida passa depressa! Como a gente nasce e renasce neste ritmo que não dá descanso, nem permanência!