domingo, 1 de abril de 2012
DIA 10 DE MAIO/20011
TERÇA FEIRA ...17.50H ...Hoje não é de mágoas que te vou falar! No entanto, de alegrias também não!...Qualquer coisa de irremediável, sem recuperação e sem retorno é o que anda a pairar no meu espírito e no meu coração. Uma orfandade de mãe e de pai, um vazio de amparo, de ter por quem chamar e de ter a quem ir. Olhas à volta,sempre à volta, e ainda vês os seus lugares, a avó mais o avô, o pai e a mãe, o teu filho, a tua amiga... mas só vês o lugar. Quem o ocupava não está mais lá. Demasiado procuras uma recordação, um lugar, o som duma voz...porque é só isto que ficou de todos os que privaram contigo, que te viram crescer e...viver!Já não há quem faça a memória do passado. Só tu podes rebuscar na lembrança uma palavra escutada e com ela, qual preciosidade perdida, procuras construir a ponte que te leve até ao tempo passado. Uma fotografia antiga com uma família: quem seriam estas pessoas? Já não encontras quem te responda!E tu não sabes também!Há dias,porém, foi a foto daquela menina de outro tempo,cabelos compridos, laço de fita branca a segurar o penteado, gola também branca,olhos claros...Ficaste a olhar. Instintivamente voltaste para o verso da foto e , por acaso, ali estava a resposta: " a avó, menina"! Foi para ti uma espécie de descoberta, de estremecimento, poder olhar aquela avó nos olhos, reconhecer a sua beleza de jovenzinha e senti-la tão perto que quase imaginaste tambem os seus sonhos e brincadeiras de criança. Meu Deus, como a vida passa depressa! Como a gente nasce e renasce neste ritmo que não dá descanso, nem permanência!
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