quarta-feira, 11 de abril de 2012

Hoje não é de mágoas que te vou falar! No entanto, de alegrias também não!... Qualquer coisa de irremediável, sem recuperação e sem retorno é o que anda a pairar no meu espírito e no meu coração. Uma orfandade de mãe e de pai, um vazio de amparo, de não ter por quem chamar e de não ter a quem ir...Olhas à tua volta, sempre à volta e já só vês os seus lugares: a avó mais o avô, o pai , a mãe, o teu filho ,a amiga...Mas só vês o lugar. Quem o ocupava não está mais lá!Demasiado procuras uma recordação, um lugar , o som duma voz...Porque é só isto que ficou de todos os que privaram contigo, que te viram crescer...e viver! Não há já quem faça a memória do passado. Só tu podes rebuscar na tua lembrança uma palavra escutada e com ela, qual preciosidade perdida, procuras construir a ponte que te leve até ao tempo passado. -Uma fotografia antiga com uma família : _Quem seriam estas pessoas? Mas já não encontras quem te responda. E tu não sabes também.Há dias foi a foto daquela menina de outro tempo, cabelos compridos, laço de fita branco a segurar o penteado, gola branca, olhos claros...Ficaste a olhar! Instintivamente voltaste par o verso do retrato e por acaso ali esta a resposta: " A avó menina!" Foi para ti uma espécie de descoberta, de estremecimento, poder olhar aquela avó nos olhos, reconhecer a sua beleza de jovenzinha e senti-la tão perto que quase imaginavas os seus sonhos e brincadeiras de criança! Meu Deus, como a vida passa depressa! Como a gente nasce e renasce neste ritmo que não dá descanso, nem permanência!

Sem comentários:

Enviar um comentário