sexta-feira, 13 de março de 2015

OUTONO


O Outono do calendário parece definitivamente instalado, já que o outono da vida há muito que mora nos meus dias. Dias longos, de tempo morto, fluindo tão exasperadamente lento que , por vezes, parece parado. Por um lado sinto a vertigem dos dias, mas por outro estou como que estagnada nesta etapa da vida, em que o coração não responde aos apelos, nem a mente se concentra em nada. Só vejo o rio da vida a deslizar e eu ,na margem, sem querer partir, mas também sem querer ficar! Se olho para trás ponho em causa muito do que vivi, se me volto para o futuro a margem de tempo é tão curta que não ouso fazer projectos. E o presente está tão sem sal, tão sem cor!!! Onde irei eu então descobrir projectos novos que sejam portadores de novas iniciativas e desejos? O meu refúgio é o sono. Não quero acordar em cada manhã para que o dia seja menos comprido... Eu sei que não estou a ir por bons caminhos. A regra mestra não será nunca esta, mas sim procurar, e encontrar, o gosto de viver com as coisas que estão à minha volta, que me falam da vida e que são a própria vida. Tenho esperança em que  ainda tenho tempo para descobrir  motivos de me entusiasmar e sorrir, em que ainda verei   nascer outros dias e manhãs carregadas de apelos e de sonhos! É preciso saber esperar,esperar sem perder a calma nem o Norte. É preciso fazer o coração acreditar em que a vida não acabou, nem acabará, e que cada dia que nasce é uma nova oportunidade de crescer e de ser melhor!

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