quinta-feira, 25 de junho de 2015

O ciclo da vida

Daqui observas o alaranjado das nêsperas muito maduras que o vento fresco  balança nos ramos e, mais à frente, dispara o grito alegre, cor de fogo, das " marílias" , nascidas ao mesmo tempo num ramalhete  garrido, entre tufos de folhas verde negro. Do outro lado, a frescura dos malmequeres brancos, de olhos amarelos, dançando ao sabor do vento...
 É a vida nova, o ciclo eterno da vida, o devir inevitável da natureza generosa!
Mas, enquanto isto, és  apenas observadora, não te sentes parte da renovação, não sabes onde encontrar maneira de te reconhecer como pessoa renascida! Falta o apelo à mudança, à convicção de que é para mudar até  ao fim deste percurso. Parar é morrer! Parar é renegar o teu destino de peregrina, é deixar de criar a tua realidade, de procurar saber quem és. Portanto, apela á vida, às capacidades adquiridas e aos dons recebidos e com eles caminha com esperança e com a convicção de que nada termina e de que a vida é cheia dos mais belos e apelativos cambiantes!

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