terça-feira, 30 de junho de 2015

EM CONTRA-MÃO

Não posso concentrar-me no que quer que seja, não concilio o sono, não me detenho em coisa nenhuma, mesmo com todo o tempo que agora me sobra! Vivo como que no ar, acompanhando, de forma atordoada, a vertigem dos dias e das noites. Para onde foi a calma que cobria a minha vida? E a serenidade com que aprendi a aceitar os fatos? « Se tens um problema não penses» é o conselho que Deus deu ao Neale e creio que também a mim!? Mas, mesmo não pensando, mesmo procurando apenas SER, não consigo paz nem tranquilidade! Será uma questão de tempo, apenas? Ou é antes a evidência de que ainda tenho muito que aprender e muito que suportar? E vejo ainda a sombra da minha velhice a crescer e a vir ao meu encontro, como que a avisar-me de que tudo tem um limite e um prazo. O fim anda por aqui perto e eu, em certos momentos , não tenho a certeza de estar preparada!... ( Será que alguém está?) Mas como sempre tenho feito, vou apelar à minha serenidade e ficar esperando tranquilamente cada dia que vier , na esperança de que ainda possa voltar a ver o sol brilhar!

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