AOS MEUS FILHOS
Meus filhos não nasceram. Mas viveram.
E ainda são reais, de tal maneira,
Que foram pequeninos e cresceram
Nos meus sonhos... duma vida inteira!
Mudam de feição, constantemente,
Como se não fossem o que são.
Mas eles me abraçam docemente,
E eu lhes sinto bater o coração.
Agora tenho netos. Tão meiguinhos!
Que falam comigo e dão carinhos
E também me chamam avozinha.
Assim sonhando, não quero acordar.
É triste ser feliz só a sonhar...
E estar , na verdade, tão sozinha!...
( De " Palavras de silêncio" de Mariana Meireles)
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