quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
O KING
Pastor alemão, talvez um pouco " cruzado", mas de estatura imponente. Vigoroso e um tanto amalucado, era, no entanto, amorável, mimado e , sobretudo, um excelente jogador de bola.Ainda cahorro, no quintal comripdo e estreito da nossa casa em Ponta Delgada, ensinei-o a " ir buscar" a bola depois de a atirar para longe.Tanto bastou para que ele associasse as idas e vindas com a bola na boca, ao seu jogo predilecto.
Sempre que chegássemos perto dele, logo descobria uma bola com que jogar.Vinha pô-la mesmo em cima dos nossos pés, e se a nossa distracção continuasse, dava um forte latido ao mesmo tempo que batia as patas dianteiras no chão.Era impossível não compreender a sua pertensão.Jogava-se no pátio, jogava-se da janela, da porta, enfim, desde que desse para atirar a bola, o King estava pronto para a ir buscar , ou mesmo para a apanhar no ar com a boca.Este foi sempre, quase até à morte, o seu aspecto mais simpático e a sua capacidade mais interessante.
Foi o Tibério ainda que o trouxe ao colo para a nossa casa e , apesar de ser cachorro, foi ele quem tudo dominou e determinou: os gatos não podiam aparecer-lhe à frente, tinham de comer em cima do telhado da cassa de lavar e a Dominique,nossa cadelinha pequinês, como não gostava dele e implicavam um com o outro teve de utilizar o jardim da frente para as necessidades fisiológicas e perdeu muita da sua liberdade. O King era então um cahorro muito forte e muito traquinas. Era difícil, às vezes, segura´-lo e começou a ter o péssimo hábito de ladrar com tudo e com nada.À medida que foi crescendo, à excepção de um ou outro passeio com o dono, pouco saía do quintal o que o tornou anti-social, desconfiado e não de confiança. Só os de casa lidavam com ele. Era muito impetuoso, quase nos derrubava, quando alegre e entusiasmado se punha só nas patas de trás.
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