quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
DIANA
Era uma cadelinha branca, com manchas cor de mel e de cauda felpuda.Veio ter à nossa casa já não sei muito bem como. Acho que a minha mãe a recebeu de uma pessoa amiga.Mas recordo-me perfeitamente de que nessa altura a Diana cabia num bolso da minha saia cor de rosa.Era um animal dedicado e inteligente. Uma das suas " habilidades" era dizer adeus com as patas dianteiras , se a segurássemos no colo...Viveu connosco um porção de anos.No entanto, para o fim da sua vida foi atacada pela esgana que a foi deformando e até afectando a visão.Numa noite em que ,em directo, pela televisão, se assistia à primeira alunagem dos americanos, ela ficou muito doente. Deitou-se debaixo dum móvel. Já não podia comer nem andar.Acho mesmo que já não ouvia.Fui para o pé dela e, de joelhos, fui -lhe dando conforto e carícias.Num determinado momento teve um estremecimento e morreu finalmente.
Foi um instante supremo de alívio e de saudade, daquele simpático animal.
Gostava ainda de referir que ela pressentia a hora da minha viagem de regresso da Escola. Vinha a pé e tinha de percorrer uma comprida recta antes de chegar a casa. A Diana punha-se à janela, olhando longe...De repente, semi-cerrava os olhos, espetava as orelhas,aí estava, tinha-me avistado. Minha mãe podia começar a preparar-me o lanche!
Esta teve mais sorte que o meu gato Manipanzo: viajou co os donos, foi sempre acarinhada por todos. Dela guardamos algumas fotografias com que hoje, além do afecto que guardamos,podemos testemunhar a sua presença na nossa vida!
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