terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A MINHA RELAÇÃO COM A ÁRVORE (CONTINUAÇÃO)

A árvore quando morre fica de pé. Perdeu o verde, perdeu o viço. Só os ramos ficam a aponatr o caminho do céu que está por cima.Assente sobre o solo, permanece o tronco grosso mas sem seiva. Debaixo do solo continuará por mais algum tempo a vigorosa raiz que segurou e alimentou o gigante. E, lentamente, tudo se vai acabando... Um dia, já quando ninguém se lembrar da árvore, ainda se hão-de encontrar braços de raízes , ou pedaços de tronco e se pensará:" aqui deve ter vivido uma árvore! *********************************************** Gosto de todas! E cada uma que cai antes de morrer pelas mãos e pela insensatez do homem, vai com ela um pedaço da minha vida. O meu coração goteja um sangue doloroso que me queima, quando ouço o zumbido da serra mecânica! Gosto de todas, mas a araucária da Ribeirinha, junto da igreja e o castanheiro antigo do caminho da "boca da ribeira" têm um lugar muito secreto no meu coração. Mas a verdade é que nele cabem bem todas as árvores do mundo: das antigas sequóias americanas aos velhos e ancestrais embondeiros de África, dos simples e perfumados incensos da minha ilha, às elegantes e belas faias de verde negro...todas me merecem a mais profunda admiração e o mais grato reconhecimento.

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