quinta-feira, 25 de março de 2010

O DESTINO DA ÁRVORE



...NO MEU LIVRO DA 3ª CLASSE:
Quando eu era pequenina
não podia suportar
o peso das borboletas
que em mim queriam pousar...
Qualquer menino de colo
me poderia arrancar.
Fui crescendo, pouco a pouco...
E o tempo sempre a girar
Fez de mim este gigante
Tamanho que faz pasmar!
Tão grossa, rija, aprumada/ já pouco posso durar
Já vejo além o machado / com que me vão derrubar.
Já vejo os dentes da serra/ com que me querem serrar.
E depois? O que serei?/ Um navio para o mar?
Um simples carro de bois /para o trigo transportar?
Um grande portão de quinta?/ Uma trave de lagar?
Talvez soalho de casa/ onde noivos vão noivar...
Talvez arca de moleiro / para o grão arrecadar...
Talvez caixão...Talvez berço/ Para um menino embalar...
Serei talvez isso tudo... / E depois? O que hei-de dar?
Gira o tempo, gira a vida/ E tudo sempre a mudar!
Quem sabe lá os destinos/ Que Deus tem para nos dar...

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