Há quanto tempo não vejo um pôr-do-sol?
Há quanto tempo não olho as estrelas?
Há quanto tempo não contemplo um amanhecer?
-Acho que a última vez que apreciei o nascer do sol
estava-se a 2 de novembro de 1961!?...
Pelo menos não me recordo duma data mais próxima.
Tenho perdido, assim, ao longo dos anos um dos espectáculos mais majestosos que a Natureza,
gratuitamente oferece todos os dias! O céu pinta-se de laranja forte,e de forma gradual, vai passando pelo amarelo de ouro até ao nacarado...E lá dum certo ponto e num certo momento desponta uma bola de fogo, subindo lentamente por detrás do monte...E então as tintas desaparecem e fica só o azul e o branco das nuvens que acabam de chegar.Começou o dia !Um novo dia e um dia novo! Tocam orquestras, despertam todos os animais... só eu fico no sono, indiferente à vida que chega e que passa.
O fim do dia, porém, é para mim mais comum. Igualmente o céu se transforma num painel das mais variadas tintas. O tempo serena. O silêncio cresce.A quietude,qual manto diáfano, vem envolvendo a vida. Tudo convida a descansar. Há uma alcatifa de nuvens lilazes sobre os tons suaves do céu.E o sol vai declinando suavemente até que se deita no azul líquido do oceano...
As estrelas foram minhas companheiras, sobretudo no verão de 1991. Todas as noites as procurava e, por entre todas , escolhia aquela mesma, aquela onde sentia o meu coração se deter e, nela ficava tempo sem fim...olhando e pensando, sofrendo e sorrindo!?...De lá , parecia que ela me sorria também!...
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